Técnico de celular é preso no RN com mais de 200 mil arquivos de conteúdo abusivo
Técnico de celular é preso em Caicó (RN) com mais de 200 mil arquivos de abuso sexual infantil e de mulheres. Material foi localizado em aparelhos usados no trabalho.
Técnico de celular é preso no RN com mais de 200 mil arquivos de conteúdo abusivo
13/05/2025 – 15h05 – Atualizado há 5 horas
Um técnico de manutenção de celulares foi preso nesta terça-feira (13), em Caicó, município da Região Seridó do Rio Grande do Norte, sob suspeita de armazenar ilegalmente mais de 200 mil arquivos com conteúdos relacionados à nudez e abuso sexual de mulheres, crianças e adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, o homem, que não teve a identidade revelada, foi detido no próprio local de trabalho, no centro da cidade. As investigações apontam que ele se aproveitava da função profissional para acessar os dados de aparelhos entregues para conserto, copiando e armazenando imagens e vídeos de forma criminosa.
Mandados e apreensões
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, todos localizados em Caicó. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) coordenou a investigação e a ação policial.
Os agentes encontraram os arquivos em diversos dispositivos eletrônicos do suspeito, que continham registros de nudez adulta, imagens de crianças e adolescentes, além de vídeos relacionados a crimes de abuso sexual.
O material apreendido foi encaminhado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP/RN), onde passará por análise pericial para aprofundar a investigação e identificar possíveis vítimas.
Operação nacional
A prisão integra a Operação Caminhos Seguros, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa tem abrangência nacional e visa combater e prevenir crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.
De acordo com as autoridades, o caso de Caicó é considerado um dos mais graves da operação, tanto pelo volume de arquivos apreendidos quanto pelo uso da atividade profissional como meio de acesso e coleta dos conteúdos ilegais.
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O suspeito permanece sob custódia, e as investigações seguem para identificar eventuais cúmplices e aprofundar o levantamento de vítimas.