Santa Catarina descarta três casos suspeitos de gripe aviária, diz secretaria
Casos suspeitos de gripe aviária em Ipumirim, Chapecó e Garopaba foram descartados após exames do Ministério da Agricultura. Estado segue em alerta.
A Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina informou nesta quinta-feira (22) que três casos suspeitos de gripe aviária (H5N1) no estado foram descartados após análises laboratoriais realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As suspeitas eram referentes a ocorrências nas cidades de Ipumirim e Chapecó, no Oeste catarinense, e Garopaba, no Sul do estado. O descarte foi confirmado por meio de laudo oficial emitido pelo Mapa.
📍 Casos descartados
- Ipumirim – granja comercial
- Chapecó – galinha doméstica
- Garopaba – quero-quero (ave silvestre)
Apesar do descarte da gripe aviária, o caso de Ipumirim segue em investigação para identificar a causa da mortalidade das aves, com resultado previsto para a próxima semana.
Outro caso, em Concórdia, também permanece em análise. Trata-se de uma galinha doméstica, e os exames estão em andamento.
🐔 Estado mantém alerta sanitário
A intensificação das medidas de biossegurança ocorre após a confirmação de um foco da doença em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, no dia 15 de maio.
Para prevenir novos casos, Santa Catarina proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis oriundos de 12 municípios gaúchos.
❗ O que é a gripe aviária?
A gripe aviária H5N1 é uma forma da Influenza A que pode infectar aves e mamíferos. A transmissão para humanos acontece principalmente por contato direto com secreções de animais contaminados. Apesar disso, não há risco de contágio por meio do consumo de carne ou ovos de aves infectadas.
🤒 Sintomas em humanos
Os sinais clínicos se assemelham aos da gripe comum e podem variar em intensidade. Segundo o infectologista Jean Gorinchteyn, os principais sintomas são:
- Febre
- Tosse seca
- Espirros
- Coriza e secreção nasal
- Dor de garganta
- Falta de ar e dor ao respirar
- Pneumonite
- Insuficiência respiratória
Pessoas com comorbidades, além de crianças, idosos, gestantes e imunossuprimidos, estão no grupo de maior risco. Gorinchteyn também alerta para o risco de infecções bacterianas secundárias, que podem exigir tratamento intensificado.
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A Secretaria da Agricultura segue monitorando a situação e reforça a importância das medidas de prevenção, principalmente em propriedades com criação de aves.