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Categoria: Noticias3 min de leitura

Raro e surpreendente: bebê nasce com DIU grudado nas costas no DF

Por Equipe NG8 ·

Bebê nasce com DIU grudado nas costas no DF em caso raro. Especialistas explicam que o método continua seguro e que o dispositivo não oferece risco direto ao bebê durante a gestação.

Um caso inusitado e raro chamou atenção no Distrito Federal: o pequeno Bernardo nasceu no início de maio com um dispositivo intrauterino (DIU) grudado nas costas. O episódio, divulgado pela médica Rafaela Frota nas redes sociais, viralizou nos últimos dias e rendeu ao recém-nascido o apelido de “bebê milagre”.

Segundo especialistas, a chance de engravidar usando DIU hormonal é de apenas 2 em cada mil mulheres por ano. Mesmo assim, a gestação de Bernardo transcorreu de forma saudável e foi acompanhada desde o terceiro mês, quando a mãe descobriu que estava grávida.

A médica que realizou o parto explicou que o DIU não perfurou a pele do bebê, mas acabou grudado nas costas devido ao vernix, substância esbranquiçada que protege o feto dentro do útero.

"Depois que nasceu, Bernardo seguiu saudável para o colo da mamãe", escreveu a obstetra nas redes sociais.

A mãe e a médica optaram por não conceder entrevistas.

Método continua sendo seguro

Apesar do caso inusitado, o DIU segue sendo um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis. A ginecologista e obstetra Marcela Fiadeiro esclareceu que:

  • O DIU de cobre apresenta taxa de falha de cerca de 8 mulheres por mil ao ano;
  • Já o DIU hormonal (como os modelos Mirena e Kyleena) tem uma taxa ainda menor: 2 em cada mil usuárias engravidam por ano.

A especialista ressalta, no entanto, que é fundamental que o dispositivo seja acompanhado por um médico após a inserção, para garantir que esteja corretamente posicionado. Sinais como sangramentos fora do ciclo ou cólicas intensas devem ser avaliados por um profissional.

Tipos de DIU e riscos em caso de falha

Existem dois tipos principais de DIU:

  • Hormonal: contém progesterona sintética (levonorgestrel), que atua localmente no útero, reduz o fluxo menstrual e impede a movimentação dos espermatozoides;
  • Não hormonal: composto por cobre ou cobre com prata, cria uma barreira inflamatória que dificulta a fecundação.

Marcela destaca que, em casos raros de gravidez com DIU, há risco aumentado de aborto espontâneo ou parto prematuro, mas o dispositivo não atinge o bebê, pois permanece fora da bolsa amniótica.

“Não há relatos científicos de perfuração da bolsa pelo DIU”, reforça.

E se outros métodos contraceptivos falharem?

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A ginecologista explica que, ao detectar a gestação, qualquer método contraceptivo deve ser suspenso imediatamente. O uso prolongado pode afetar o desenvolvimento do feto, especialmente se envolver hormônios, podendo causar baixo peso ao nascer, parto prematuro ou, em casos raros, malformações.

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