Homem é preso por engano enquanto trabalhava no DF e moradores se mobilizam para ajudar
Porteiro é preso por engano no DF após erro em mandado de prisão. Moradores organizam vaquinha para ajudá-lo com custos jurídicos. Justiça reconheceu o erro e o libertou no mesmo dia.
Francinildo Moura dos Santos, porteiro em um prédio de Águas Claras, no Distrito Federal, foi preso por engano enquanto trabalhava no último dia 13 de maio. Ele foi surpreendido por um mandado de prisão que o condenava a dois anos e quatro meses de prisão por furto. No entanto, o documento continha um erro de identificação: o número do processo correspondia a uma ação contra uma mulher, que tramita em segredo de Justiça.
Após ser detido, Francinildo precisou contratar um advogado criminalista e chegou a fazer um empréstimo para arcar com os custos. Horas depois, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal reconheceu o equívoco e determinou a soltura imediata do porteiro ainda no mesmo dia.
“Me colocaram no cubículo da viatura. Eu pedi pra ir na frente, mas o policial disse que tinha que ser atrás. Passei essa vergonha na frente do meu trabalho”, relatou Francinildo, emocionado.
Trauma para a família
O erro causou comoção entre familiares e colegas. Os filhos do porteiro ficaram assustados com a notícia da prisão e a esposa foi às lágrimas.
“Eu acordo 5h30 da manhã pra trabalhar. Sou pai de família. Chegar no trabalho e ser preso é humilhante”, desabafou Francinildo.
Mobilização dos moradores
Sensibilizados com a situação, os moradores do prédio onde Francinildo trabalha organizaram uma vaquinha para ajudá-lo a pagar o advogado. A síndica, Neusa Behrmann, acompanhou de perto o ocorrido e reforçou o apoio ao funcionário.
“Ele chorou muito. Estava visivelmente abalado. Não é pra menos. É uma situação vexatória e revoltante”, afirmou Neusa.
Investigação
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Até o momento, não há informações sobre responsabilizações pelo erro na emissão do mandado. O caso levanta questões sobre falhas no sistema judiciário e os impactos diretos que podem causar na vida de pessoas inocentes.