Azul tem forte queda na Bolsa após prejuízo de R$ 1,82 bi no 1º trimestre
"Ações da Azul caem mais de 16% após prejuízo bilionário no 1º trimestre de 2025. Companhia encerrou período com R$ 1,82 bi em perdas.">
Azul tem forte queda na Bolsa após prejuízo de R$ 1,82 bi no 1º trimestre
As ações da Azul despencaram mais de 16% nesta quarta-feira (15), liderando as perdas do Ibovespa, após a companhia aérea divulgar um prejuízo de R$ 1,82 bilhão no primeiro trimestre de 2025. O número representa uma deterioração expressiva frente ao prejuízo de R$ 324 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar do resultado negativo, a receita líquida cresceu 15,3% no período, totalizando R$ 5,39 bilhões. O avanço foi ofuscado pela redução de 3,5% no yield, indicador que mede o valor médio pago por passagem, e pela queda de 29,4% no desempenho operacional, que somou R$ 1,38 bilhão.
Resultado ajustado positivo e sinalizações ao mercado
Desconsiderando efeitos não recorrentes, a Azul conseguiu reverter o quadro e apresentou lucro ajustado de R$ 783 milhões, revertendo prejuízo de R$ 1,12 bilhão do primeiro trimestre de 2024. Mesmo diante do cenário adverso, a companhia reforçou que segue fora de processos de recuperação judicial, situação diferente de outras aéreas do país.
O CFO da empresa, Alexandre Malfitani, sinalizou que a Azul estuda captar novos recursos no futuro, mas aguardará um momento mais propício para isso. “Obviamente, faria sentido para nós trazer capital adicional, mas vamos encontrar o momento certo para isso”, declarou o executivo.
Malfitani também destacou que ainda há muita incerteza no mercado: “Tem muito ruído no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto no entendimento de nossa reestruturação”.
Frota ampliada, caixa menor e dívida alta
Ao fim de março, a Azul registrou R$ 3,3 bilhões em caixa, queda de 19% em relação ao final de 2024. A dívida bruta, por sua vez, chegou a R$ 34,7 bilhões, reforçando a pressão financeira sobre a companhia.
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Mesmo com as adversidades, a frota da empresa foi ampliada com três novas aeronaves, totalizando 184 aviões em operação até o final de março de 2025.