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Categoria: Noticias3 min de leitura

Agente da PF Espionou Delegado da Posse de Lula e Participou de Trama Golpista

Por Equipe NG8 ·

Agente da PF é acusado de espionar delegado responsável pela segurança da posse de Lula e de integrar plano golpista com intenção de assassinato.

Agente da Polícia Federal espionou delegado que coordenou segurança da posse de Lula, aponta relatório

Um relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes revela que o agente federal Wladimir Soares espionou o delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela coordenação da segurança da cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Segundo o documento, Wladimir repassou informações sigilosas, como uma foto do delegado, para Sérgio Rocha Cordeiro, ex-assessor especial da Presidência no governo Bolsonaro. O agente também forneceu dados sobre a localização do sargento reformado Misael Melo da Silva, que fazia parte da equipe de segurança de Lula.

Conexões com plano golpista

A investigação aponta que Cordeiro era o elo de Wladimir com integrantes do chamado "núcleo palaciano" da articulação golpista. O agente coletava informações através de contatos com policiais da força tática e atuava como peça-chave no plano batizado de “Punhal verde e amarelo”.

Esse planejamento envolvia ações para impedir a posse presidencial e, em sua fase mais radical, previa o assassinato de autoridades, incluindo o presidente eleito. O agente foi preso e denunciado por envolvimento direto nesse esquema.

Áudios revelam planos de prisão e execução

Uma perícia realizada pela PF em aparelhos celulares do agente revelou áudios gravíssimos. Em mensagens trocadas pelo WhatsApp, Wladimir menciona a formação de grupos armados para prender ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes.

“Se por acaso um desses ministros do STF forem ser presos, principalmente Alexandre de Moraes, o senhor vai ser convocado para essa equipe. E eu gostaria muito de estar nela, para fazer sua segurança.”
— disse Wladimir em áudio enviado ao delegado Flávio Calil, que respondeu: “Grande Wladimir! Estaremos eu e você!”

As mensagens reforçam que havia um alinhamento entre alguns membros da corporação em relação a ações antidemocráticas e violentas.

Dupla função: segurança de Lula e plano contra posse

O relatório revela que Wladimir foi escalado para trabalhar na segurança fixa de hotéis durante a posse presidencial, integrando a equipe da própria PF. Paralelamente, ele teria sido sondado para atuar na proteção de Jair Bolsonaro, caso o então presidente se recusasse a passar a faixa.

Entre os materiais encontrados nas conversas interceptadas, o agente demonstra frustração com Bolsonaro, dizendo que o ex-presidente “deu para trás” por não autorizar ações mais extremas.

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O caso segue sob investigação, e a atuação de outros agentes e autoridades ainda está sendo apurada. A denúncia reforça as preocupações com infiltrações ideológicas dentro das forças de segurança e possíveis violações da ordem democrática.


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